MATRINXÃ
Nome científico: Brycon Cephalus

Nativo da bacia do Amazonas, no Peru, Bolívia e Brasil. O gênero Brycon é grande, atualmente com mais de 50 espécies. No entanto, este espécie é o mais comum a ser encontrada na natureza. Tende a habitar as regiões de fluxo central de ambos os rios de água branca e preta. Pode ser visto descansando em cardumes soltas em torno dos bancos, sob a cobertura de vegetação. Também pode ser encontrada em áreas de floresta inundada, lagos e águas de "várzeas", ou seja, águas que ficam para trás quando as águas das inundações abaixam.


O corpo comprimido tem formato fusiforme, a nadadeira caudal é levemente furcada e parte posterior, colorida de negro. A boca é pequena e terminal, mas com vários dentes pequenos. Têm coloração prateada nas laterais, dorso geralmente negro e ventre branco. Com um formato do corpo aerodinâmico, isto faz com que seja um eficiente predador. Atingem pouco mais de 4 kg de peso e 60 cm de comprimento total. No dimorfismo sexual, não há informações definitivas, no entanto as fêmeas sexualmente maduras são susceptíveis de ser mais grossa de corpo que os exemplares machos.


O hábito alimentar é onívoro, a dieta de matrinxãs consiste basicamente de folhas, frutos, sementes na cheia, pequenos peixes e outros animaizinhos durante a seca. A pequena boca está ornada com dentes com muitas saliências que cortam, rasgam, moem e assim permitem aos matrinxãs consumir diferentes e variados alimentos. Costumam nadar em pequenos e grandes cardumes, especialmente na estação reprodutiva. Vivem na coluna dágua, atrás de obstáculos como galhadas, pedras e vegetação marginal durante a seca, durante a cheia, nas matas alagadas, chamadas de igapós (jovens e adultos) nos rios de águas claras e escuras, e várzeas (larvas e filhotes) nos rios de água branca.


Equipamentos: vara cerca de 6´ pés e ação rápida, sendo adequadas para linhas de até 12, 14 libras, de preferência linhas de multifilamento. O hábito possibilita usar vários tipos de iscas e equipamentos para pescá-los. Porém, as iscas devem ser pequenas, até nove centímetros e que emitem pequenos peixes como: pequenos plugs de meia-água, Sticks e spinners não podem faltar na caixa. Para o Fly: recomenda-se equipamento número 6, com linhas flutuantes para iscas como poppers, moscas secas e imitações de ração, que trabalham na superfície. Para streamers e miçangas que afundam, linhas do tipo sinking tip. O líder pode ser composto por três seções de linha transparente de monofilamento: 60% de 0,50 mm, 20% de 0,40 mm e 20% de 0,30 mm.


Quando e Onde Pescar: Os matrinxãs jovens e adultos são encontrados naturalmente em quase todos os rios de águas claras e de cor negra, atrás de obstáculos semi-submersos como troncos, galhadas e pedras. A estação da seca é a época mais produtiva para sua captura, especialmente com iscas que imitam pequenos peixes e artrópodes como insetos e crustáceos.  Os ataques dos matrinxãs costumam ser bastante rápidos e exigem muito reflexo do pescador, além de anzóis ou garatéias menores e bastante afiados, desafiando a perícia de grande número de pescadores. No esporte da pesca, principalmente em seus habitats nativos, é considerado um peixe bastante esportivo, que além de ser um excelente saltador, tem a fama de ser muito lutador para seu tamanho. São muito esportivos e propiciam grandes emoções para quem se dedica a sua captura na pesca.
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